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Natural de Castelo Branco. Poeta, ensaísta, crítico, antologiador, tradutor, organizador de edições, director de publicações culturais. Poemas seus integram importantes antologias portuguesas e estrangeiras, encontram-se traduzidos em várias línguas. A sua vasta obra (literária e cultural) tem merecido relevantes reconhecimentos nacionais e de além-fronteiras. Licenciado em letras pela Universidade Clássica de Lisboa, reparte as suas actividades profissionais pelo ensino e pela museologia. É professor jubilado do Ensino Superior Politécnico. Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior.

Apresentação


O Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco nasce de opções programáticas assumidas pela Câmara Municipal e pela Junta de Freguesia de Castelo Branco que procura materializar-se através de uma atuação centrada em duas vertentes complementares – um olhar atento e proativo sobre a realidade cultural local e, simultaneamente, uma aposta decidida na valorização de figuras   que pelo seu percurso de vida e valor da obra realizada tenham adquirido, por mérito próprio, direito ao reconhecimento e à gratidão.

É este o contexto que associa a Câmara e a Freguesia ao Prémio agora instituído. António Salvado preenche de forma exemplar  todos os requisitos para figurar na tribuna de honra.

Ao homenageá-lo, a Câmara Municipal e a  Freguesia de Castelo Branco cumprem o duplo objetivo de promover a cultura e honrar aqueles que constituem o património vivo das comunidades a que pertencem




POESIA DE ANTÓNIO SALVADO
CASTELO BRANCO




António Salvado


Nasceu em Castelo Branco.  Concluído o curso liceal, vai para Lisboa, dando início à sua formação académica: licenciatura em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa; Curso de Cultura Francesa, na Sorbonne, em Paris, como bolseiro do Governo Francês. Ainda aluno da Faculdade de Letras de Lisboa, publica o seu primeiro livro de poemas – A FLOR E A NOITE – (embora já anteriormente em Castelo Branco houvesse editado dois folhetos de versos e colaborado com mais versos no jornal Reconquista). Por essa altura começa a publicar artigos de conteúdo literário no Diário de Notícias e noutros periódicos, faz crítica a livros em revistas, organiza e edita com Herberto Helder as Folhas de Poesia – revista nascida na hoje célebre tertúlia de jovens artistas plásticos e poetas, e não só, que reuniam no Café Gelo, em Lisboa. Na capital, os seus interesses multiplicaram-se e frequenta com a maior assiduidade e pessoal benefício os meios artísticos, literários, museológicos e musicais – frequência cujos frutos se veriam mais tarde nas suas actividades profissionais ou de animador cultural.

Lecciona, entretanto, no ensino secundário, em Lisboa, no Liceu Passos Manuel e no Colégio Militar. Resolve depois voltar a Castelo Branco e continuará a sua docência no Liceu de Nun’ Álvares. Mais tarde, é aberto concurso para a direcção do Museu Tavares Proença (entretanto passado para a tutela do Estado), ganha o referido concurso e durante anos será o Director-Conservador daquele museu. Da sua relevante acção muito escreveram a imprensa regional, nacional e até internacional. Durante esses anos estabelece firmes contactos literários e museológicos com universidades e museus espanhóis (que ainda hoje se mantêm) e dos quais resultaram exposições, cursos, escavações arqueológicas, conferências, encontros, colóquios, congressos, etc..

Com o tempo, a poesia de António Salvado ia despertando largo interesse e, como exemplo, hoje o poeta albicastrense é dos poetas portugueses mais traduzidos em espanhol. Acrescente-se, aliás, que poemas seus integram, traduzidos, importantes revistas e antologias francesas, italianas, inglesas, russas, japonesas e outras. Também no Brasil (e em consequência de relações com intelectuais brasileiros), a União Brasileira de Escritores distingue o poeta com o Diploma de Personalidade Cultural e com o Prémio Internacional de Poesia Lyade de Almeida. Exonerado, por finda a comissão de serviço como Director do Museu Tavares Proença, ingressa na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde leccionou várias cadeiras das áreas das letras e das artes.

O seu nome vai-se internacionalizando e um grupo de estudiosos leva a efeito em Castelo Branco um Colóquio sobre a Poesia de António Salvado, que recebe a participação de intelectuais nacionais e estrangeiros. Um outro conjunto de intelectuais organiza e faz editar dois volumes constituídos por poemas-homenagem a António Salvado, de poetas de quase todo o mundo, a que chamaram intencionalmente O Extenso Continente.

Com o passar do tempo, a sua bibliografia activa engrossa-se com dezenas de livros de poesia, com numerosos ensaios de variadas temáticas, com a organização de antologias que ultrapassa a dezena, com a edição e estudo de autores portugueses (saliente-se Poesias Completas de João Roiz de Castelo Branco), com inúmeras traduções (do espanhol, do italiano, do francês, do catalão) em livro ou em revistas, com a direcção de publicações culturais.

A bibliografia passiva relativa à sua acção cultural ou à sua obra literária materializa-se em milhares de referências em críticas, em estudos, em ensaios.O conjunto da sua obra tem merecido muitíssimas distinções. Eis algumas:

  • GRAU DE COMENDADOR DA ORDEM MILITAR DE SANTIAGO DA ESPADA (6 FEV. 2010) – da Presidência da República Portuguesa
  • MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL – do Ministério Português da Cultura
  • TÍTULO DOUTOR HONORIS CAUSA – da Universidade da Beira Interior (10 OUT. 2016)
  • MEDALHAS DE PRATA E OURO, DIPLOMAS DE RECONHECIMENTO, ESTATUETAS E PLACAS LAUDATÓRIAS OU COMEMORATIVAS, etc. - de universidades, academias, municípios, associações, órgãos de comunicação social portugueses e de além-fronteiras.

 

“Um pequeno sol por entre as árvores
perscruta o chão”
António Salvado

 

Regulamento


O presente regulamento define as normas que regem o “PRÉMIO INTERNACIONAL DE POESIA ANTÓNIO SALVADO – CIDADE DE CASTELO BRANCO”, instituído pela Junta de Freguesia de Castelo Branco como forma de homenagear o poeta albicastrense António Salvado, premiar obras poéticas inéditas e incentivar o aparecimento de novos autores.




OBRA POÉTICA




  1. “A Flor e a Noite”

  2. “Recôndito”

  3. “ Na Margem das Horas”

  4. “Narciso”

  5. “Difícil Passagem”

  6. “Equador Sul”

  7. “Anunciação”

  8. “Cicatriz”

  9. “Jardim do Paço”

  10. “Tropos”

  11. “Estranha Condição”

  12. “Interior à luz, ”

  13. “Face Atlântica”

  14. “Amada Vida”

  15. “Des Codificações”

  16. “Matéria de Inquietação”

  17. “Soneto em Lembrança de João Roiz de Castelo Branco”

  18. “Utere Felix”

  19. “Nausícaa”

  20. “O Prodígio”

  21. “Dis Versos”

  22. “O Corpo do Coração”

  23. “Estórias na Arte”

  24. “Certificado de Presença”

  25. “Castália”

  26. “O Gosto de Escrever”

  27. “O Extenso Continente”

  28. “Rosas de Pesto”

  29. “A Plana Luz do Dia”

  30. “Os Dias”

  31. “Largas Vias”

  32. “Quadras (in) populares e Sábios Epigramas”

  33. “Flor Álea”

  34. “A Dor”

  35. “Águas do Sono”

  36. “Pausas do Aedo”

  37. “A Quinta Raça”

  38. “Rochas”

  39. “Coisas Marinhas e Terrenas”

  40. “Entre Pedras o Verde”

  41. “Perdudas seguidas de Oito Encómios”

  42. “Se na Alma Houver”

  43. “Ravinas”

  44. “Malva”

  45. “Quase Pautas”

  46. “Recapitulação”

  47. “Modulações”

  48. “Os Distantes Acenos”

  49. “Afloramentos”

  50. “No Fundo da Página”

  51. “Essa História”

  52. “Odes”

  53. “Outono”

  54. “O Sol de Psara”

  55. “Conjunto de Sonetos seguido de Novas Odes e de Redondilhas e Heróicos Quebrados”

  56. “Repor a Luz”

  57. “Auras do Egeu e de Outros Mares”

  58. “O Dia a Noite o Dia”

  59. “Na Sua Mão Direita”

  60. “Sonetos do Interregno”

  61. “Ecos do trajecto seguido de Passo a Passo”

  62. “Sinais do Fluir”

  63. “Treze Odes Latinas”

  64. “Igaedus”

  65. “No Interior da Página seguido de Prosas Avulsas do Interregno”

  66. “Poemas Nascidos da Cantiga Partindo-se de João Roiz de Castelo Branco”

  67. “O Olhar do Ver o Ver do Olhar”

  68. “As Linhas Que Perduram”

  69. “Um Adeus Solidário de Ternura seguido de Com as Mesmas Palavras”

  70. “Poemas Escolhidos”

  71. “Narciso / Psique e Cupido”

  72. “De Tão Cansada a Esperança seguido de Liames”

  73. “Flor Peregrina”

  74. “A Desejada Margem”




JÚRI




Alfredo Alencart

Presidente

biografia

António Franco

Vogal

biografia

António Pereira

Vogal

biografia

Enrique Morán

Vogal

biografia

Fernando Neves

Vogal

biografia

Manuel Nunes

Vogal

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Maria Barata

Vogal

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Paulo Samuel

Vogal

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Rita Duarte

Vogal

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Victor Mateus

Vogal

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José Pires

Vogal

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